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	<title>Camaleônica &#187; Brasil</title>
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		<title>Estado Laico, religiosos e o aborto.</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 21:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lis Comunello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero compartilhar com você um vídeo do Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, falando sobre a necessidade de separar Estado de religião. Ele fala sobre os EUA, mas a situação no Brasil é exatamente a mesma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero compartilhar com você um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=xqpe4fXsRqw" target="_blank">vídeo do Barack Obama</a>, presidente dos Estados Unidos, falando sobre a necessidade de separar Estado de religião. Ele fala sobre os EUA, mas a situação no Brasil é exatamente a mesma.</p>
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<p>Este vídeo foi indicado pela <a href="http://garciasales.com/" target="_blank">Juliana Garcia Sales</a> nos comentários do excelente post <a href="http://www.luluzinhacamp.com/5-mitos-sobre-a-legalizacao-do-aborto/" target="_blank"><em>5 mitos sobre a legalização do aborto</em></a> no <a href="http://www.luluzinhacamp.com" target="_blank">site do LuluzinhaCamp</a>. Decidi trazer o vídeo para cá porque além de explicar muito bem porquê precisamos separar a religião de questões políticas, legislativas e judiciárias, confesso que estou cansada de repetir argumentos a favor da legalização do aborto e ouvir sempre a mesma coisa: é assassinato, é pecado. Quem defende a criminalização nem presta atenção no que dizem o favoráveis à legalização, apenas ficam repetindo a mesma coisa feito discos furados (<em>yes</em>, eu sou do tempo em que os vinis dominavam).</p>
<p>Aos que gostam de dizer que é pecado, proponho o mesmo que Obama: “antes de nos empolgarmos, vamos ler nossas Bíblias agora”. Quem sabe assim você encontre as diversas passagens onde <strong>Deus diz que deu a todos o livre arbítrio &#8211; e que você não tem o direito de tirar o livre arbítrio de ninguém</strong>. Deus não coloca condições para que seja respeitado o livre arbítrio dos outros, ou seja, você não tem o direito de escolher pelos outros em nenhuma situação. Simples assim. Antes de se achar no direito de cobrar que os outros não pequem, cuide para que você mesmo não peque &#8211; e <strong>se você obedecer a Deus, não vai se meter no pecado dos outros. </strong></p>
<p>Isso considerando que aborto seja pecado &#8211; é para uns, não para todos e, <strong>se você é cristão, tem obrigação cristã de respeitar a escolha dos outros, independente de qual seja.</strong> Duvida? Leia a Bíblia. Eu, que não sigo religião alguma, já a li quatro vezes inteira, de ponta a ponta. E você, que tanto insiste em apontar o dedo para os outros acusando-os de pecadores e assassinos, conhece a Bíblia inteira? Leu de ponta a ponta quantas vezes? Ler apenas trechos aleatórios não adianta porque não contextualiza, é preciso ler do começo ao fim. Não é assim que fazemos com os livros para que possamos compreender tudo que está nele? Leia e assim encontrará todas as passagens nas quais fica muito claro que, quando alguém peca, isso é apenas entre Deus e o pecador. Aposto que, quando é você faz algo que julga errado, rapidamente cita o famoso “não julgueis para não ser julgado”. ¬¬</p>
<p>Em resumo &#8211; curto e grosso, que minha paciência com hipocrisia já ultrapassou todos os limites: não se meta na vida alheia, Deus não lhe deu esse direito; se alguém está pecando aos olhos de Deus, não é da sua conta. Deus usa outras palavras na Bíblia, mas é esse o recado que está lá.</p>
<p>Existem vários outros pontos a serem debatidos a favor da legalização do aborto, mas este <em>post</em> é pra falar da questão religiosa. Peço desculpas se o texto lhe soou agressivo, admito que estou realmente farta de cristãos me <em>trollando</em> no Twitter com este assunto. Quem me acompanha <a href="http://twitter.com/LisComunello" target="_blank">lá</a>, deve ter visto o quanto fui agredida nos últimos tempos por conta disso. Esse pessoal não consegue nem distinguir a diferença entre ser a favor da legalização do aborto e ser a favor do aborto, então uso meu blog para dar minha resposta final aos que me surgirem usando princípios cristãos para justificar a prisão de mulheres. <a href="http://www.luluzinhacamp.com/vida-longa-para-ashtiani/" target="_blank">Usar Deus como desculpa para agredir mulheres é um pensamento iraniano demais pra minha cabeça.</a></p>
<blockquote><p><span style="font-family: Verdana; color: #666666; background-color: #ffffff;">(…) “a democracia exige que aqueles motivados pela religião traduzam suas preocupações em valores universais ao invés de específicos de uma religião. O que eu quero dizer com isso? Ela requer que as propostas delas estejam sujeitas à discussão e sejam influenciáveis pela razão.”</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana; color: #666666; background-color: #ffffff;">Barack Obama</span></p></blockquote>
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		<title>O cinema nacional a serviço da sociedade.</title>
		<link>http://www.camaleonica.net/2009/11/o-cinema-nacional-a-servio-da-sociedade-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 01:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lis Comunello</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[aborto]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje é o Dia do Cinema Nacional e eu, apaixonada pela 7ª arte que sou, não poderia deixar passar em branco. Você certamente já ouviu falar dos Irmãos Lumière, do cinematógrafo, quem sabe até conheça um pouco da história do Cinema Nacional. Mas ao invés de falar da história, preferi chamar a atenção para um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é o Dia do Cinema Nacional e eu, apaixonada pela 7ª arte que sou, não poderia deixar passar em branco. Você certamente já ouviu falar dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Auguste_e_Louis_Lumi%C3%A8re" target="_blank">Irmãos Lumière</a>, do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinemat%C3%B3grafo" target="_blank">cinematógrafo</a>, quem sabe até conheça um pouco da <a href="http://www.dc.mre.gov.br/cinema-e-tv/historia-do-cinema-brasileiro" target="_blank">história do Cinema Nacional</a>.</p>
<p>Mas ao invés de falar da história, preferi chamar a atenção para um filme em especial, pois trata de uma bandeira que defendo: a descriminalização do aborto. Trata-se de <em><a href="http://www.oabortodosoutros.com.br/" target="_blank">O Aborto dos Outros</a></em>, de Carla Gallo, lançado em 2008.</p>
<p>Antes que algum cristão de plantão resolva dar sermão e apedrejar, um lembrete: a Bíblia fala em direito à vida, sim, mas também fala em livre arbítrio. E fala, também, que os que não viverem de acordo com o que Deus diz, é com Ele que se entenderão. Deus nos tirou o direito de julgar e nos deu o direito de fazermos nossas próprias escolhas. É, eu li a Bíblia, mais de uma vez inclusive, e é justamente por isso que não posso aceitar argumentos religiosos para criticar e criminalizar muitas coisas &#8211; neste caso, o aborto.</p>
<p>Isso posto, acredito que posso passar para aspectos práticos enquanto algum possível moralista defensor de Leis Cristãs para condenar fica pensando com seus botões se ele mesmo não está precisando cuidar do seu próprio quintal ao invés de jogar pedra no quintal alheio.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/especiais/o-aborto-no-brasil,1794.htm" target="_blank">O aborto é uma realidade</a>, acontece o tempo todo, legalizado ou não. E, embora legalizado no Brasil em alguns casos, não é uma informação que chega a todos. Assistindo ao documentário fiquei estarrecida com a atitude de um escrivão que, consultado pela mãe de uma jovem de 13 anos grávida de um estupro, apressou-se em dizer que aborto é crime. Um trator seria mais delicado que tal indivíduo.</p>
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<div><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="355" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dBxxQAa--Sw&amp;hl=en" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/v/dBxxQAa--Sw&amp;hl=en"></embed></object></div>
</div>
<p>É preciso lembrar que a legalização do aborto não é a imposição do aborto. Os abortamentos induzidos também não vão aumentar com a legalização. Num primeiro momento os números podem assustar e parecerem maiores, mas é tão somente porque não será mais preciso esconder.</p>
<p>Quando uma mulher deseja interromper a gravidez ela o faz independente de Leis. E deve ter o direito assegurado de escolher sobre seu próprio corpo, sem julgamentos de outrem. A mãe da jovem no documentário diz que sempre havia sido contra o aborto, porém vivendo a situação se conscientiza de que só quem está passando por isto é que consegue entender a dimensão do sofrimento, da dor, da dúvida, do medo.</p>
<p>E é como <a href="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/09/28/aborto-em-defesa-de-qual-vida/" target="_blank">escreveu Túlio Vianna no post <em>Aborto, em defesa de qual vida?</em></a>: são as mulheres pobres que sofrem com a criminalização. As mulheres ricas podem custear clínicas clandestinas, com toda higiene e segurança possível. São as mulheres pobres que usam de métodos alternativos com grandes riscos. O documentário apresenta os números, deixo-os para que você veja por si.</p>
<p>Quando nossos políticos querem decretar alguma lei polêmica, tal como a Antifumo, é comum alegar que &#8220;nos países desenvolvidos é assim&#8221;. Bem, nos países desenvolvidos o aborto é legalizado, por quê não copiamos esta lei também? A legalização vai apenas garantir que se cumpra o que já é determinado na <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm" target="_blank">Constituição Brasileira</a>: a saúde é para todos, sem exceções.</p>
<p>Assista o documentário e me conte o que achou. Ainda que você seja contra o aborto, pelo menos conseguiu ver a situação com outros olhos, quem sabe se sensibilizar com o problema ao invés de criticar estas mulheres?</p>
<p>Ao questionamento se a descriminalização resolve, um médico no documentário responde com outra pergunta: a criminalização resolve?</p>
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