Por Lis Comunello ● 02/09/2009
Quando Michael Jackson morreu, em 25 de junho deste ano, fiz o que mais da metade do mundo também deve ter feito, muito provavelmente: busquei músicas dele pra relembrar.
E aí me dei conta que algumas músicas bem antigas me faziam lembrar de algumas pessoas. Ou melhor: de um namoradinho que tive lá pelos 3 ou 4 anos. Minha mãe que conta, eu não lembro nada e é justamente isso que me deixou curiosa: não lembro de ter “namorado” o menino, mas algumas músicas me fazem lembrar dele – da pessoa dele, da existência dele (digamos assim), pois o rosto só olhando fotos mesmo.
Quando a dita música tocou – não, não é Got to be there e nem Ben – corri buscar a discografia do Michael Jackson para ver de que ano era a música: foi lançada no álbum Music & Me, em 1973 – eu nem tinha nascido! O próximo álbum com a faixa foi The Best Of, em 1975. Eu nasci em 75 (nunca fiz segredo da minha idade) e a música só apareceu em outros álbuns muito depois do tal “namoradinho” de infância.
Claro, a música tocou muito tempo no rádio, logicamente deve ser daí que lembro. O que acho curioso é minha memória musical ser maior do que a afetiva. Se bem que minha mãe diz que eu era uma pestinha: vivia fazendo o menino chorar. Quando foi que comecei a ser sentimental? Raios!
Favor não confundir memória musical com dom musical. Como disse o Dr. Foreman (House – S03 E15), “escutar e tocar são dois processos neurológicos diferentes”.
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