Camaleônica

A web, as empresas e seus advogados.

Por Lis Comunello ● 16/12/2009

Infelizmente o título deste post não pode ser "A web, as empresas e seus departamentos de marketing". Porque não são os advogados que deveriam ser chamados quando as empresas encontram críticas na internet. Isso é tarefa para o marketing, mas lamentavelmente as empresas recorrem ao jurídico.

Por quê? Pra negar os problemas das empresas ao invés de resolvê-los, pra jogar a sujeira pra debaixo do tapete e fingir que a casa está limpa. Não está. E o consumidor sabe disso, tentar convencê-lo do contrário são esforços e energia desperdiçados. Mais ainda: é tiro no próprio pé, pois deixa o consumidor ainda mais irritado com sua marca – e portanto ele vai falar mal da empresa ainda mais.

A motivação para este post são os processos e repressões de empresas contra blogueiros que estão pipocando por toda web. Basta criticar o serviço/produto/atendimento/whatever e pronto, lá vêm os advogados da empresa criticada ameaçando processo para que a crítica saia do ar. Ou então partindo direto para o processo, sem sequer tentarem dialogar. Não que ligar pra ameaçar processar seja tentativa de diálogo, evidente. E não que deletar a crítica vá realmente tirá-la da internet.

Onde estão os marketeiros destas empresas? E os administradores? Os publicitários que trabalham a imagem da sua marca? Chamar advogados é um erro tão primário que chega a ser infantil. Parece aquela criança que, sozinha na sala, quando a mãe volta 10 minutos depois encontra a TV no chão e a criança gritando e batendo o pé dizendo que não fez nada de errado. Claro, foi a brisa entrando pela janela que derrubou a TV. Também foi a brisa que causou o mau atendimento, o produto com defeito, a dificuldade em solucionar o problema que o consumidor teve com sua empresa.

A culpa é do internauta que fez a crítica, da brisa, do que for, mas as empresas assumirem suas falhas e procurarem soluções, isso não. E dizer que é porque as empresas não sabem lidar com as novas mídias, desculpem-me os defensores da idéia, é papo furado. A culpa não é das novas mídias e nem das velhas, é da visão tacanha das empresas em acreditar que só podem falar da sua marca se for pra falar bem.

Centrais de atendimento de um modo geral só causam mais reclamações, embora supostamente tenham sido criadas para resolver problemas com consumidores e prestar informações. É mais ou menos assim: "vamos criar um 0800 só pra dizer que estamos interessados em ouvir o consumidor, mas vamos continuar fazendo só o que a gente quer. Nem precisamos preparar bem os atendentes, afinal o que o consumidor tem a dizer não nos interessa mesmo, tudo bem se ele se sentir falando com um robô que repete coisas que sequer foram perguntadas".

Exemplo bem recente do quanto centrais de atendimento são muito despreparadas e o descaso dos atendentes é escancarado: ontem liguei na TIM para perguntar sobre desbloqueio de aparelho, hoje recebi um SMS com o protocolo da ligação que fiz ontem confirmando o cancelamento da linha. Que cancelamento, cara pálida? Eu liguei pra perguntar como procedo pra desbloquear um aparelho que ganhei, em momento algum falei em cancelar minha linha. Tive que parar o que estava fazendo e correr ligar novamente. Problema resolvido, minha linha não foi cancelada, mas a TIM precisava causar esse tipo de situação? Depois disso eu, que não estava pensando em trocar de operadora, estou considerando a possibilidade. O celular que ganhei é da Vivo, de repente nem desbloqueio o aparelho e fico com a Vivo mesmo.

Está faltando maturidade, responsabilidade, respeito e humildade por parte das empresas brasileiras – das portinhas minúsculas às gigantes, são raríssimos os que realmente ouvem os consumidores. Não adianta tentar calar as reclamações, como se as empresas fossem a dona da bola. O dono da bola é o consumidor, ponto. Sem consumidores uma empresa não sobrevive, está mais do que na hora do consumidor receber seu devido valor e respeito.

A tática inteligente não é calar a insatisfação, é parar de criar insatisfação. Como? O primeiro passo para reduzir as críticas é justamente prestar atenção nas críticas existentes, admitir os problemas. Você não tem como tratar uma doença sem primeiro aceitar que está doente, certo? Pesquisas de mercado custam fortunas e nós, consumidores, estamos dando às empresas o resultado destas pesquisas sem cobrar nada. Nossas críticas permitem que as empresas economizem milhões e mesmo assim querem nos processar e nos calar?

Chame o marketing, a agência publicitária que tem sua conta, deixe os advogados para casos realmente jurídicos. Criticar um mau serviço prestado, um produto com defeito, uma publicidade enganosa só são casos jurídicos se vistos do ponto de vista do consumidor: foram enganados, foram lesados. Ele é a vítima, não a empresa. O marketing da sua empresa e a agência publicitária não estão sabendo rastrear as críticas na internet sobre sua empresa? Contrate quem dá conta do recado, afinal grande parte dos marketeiros e agências publicitárias ainda não se atualizaram, estão atrasados. Em contrapartida, há agências digitais fazendo excelentes trabalhos na web, não vai ser difícil encontrar uma para atender sua empresa.

Empresário, não jogue a sujeira embaixo do tapete. Um dia ela vira um monstro que vai engolir sua empresa – e a ilusão de empresa perfeita que você criou calando críticas não vai salvar seu negócio.

Quer ver como não adianta tentar calar um internauta? Como repressão só piora a imagem da sua empresa? Como faz a crítica inicial se alastrar feito rastilho de pólvora? Veja alguns posts dentre tantos que blogueiros já escreveram sobre isso:

Se você procurar, vai encontrar muito mais. Não só em blogs, mas em toda websfera. Mas se você for um empresário, sugiro que antes vá pesquisar e aprender mais sobre marketing de relacionamento.

Alessandro Martins pergunta: Você já foi processado ou intimidado juridicamente por ter publicado algo na internet? Conte sua experiência, pois dia 28 de janeiro ele estará na mesa sobre Direito e Internet na área de blogs da Campus Party e seu relato pode ajudar a tornar o debate mais relevante.

Pergunta minha que não quer calar: existe quem realmente acredite que o problema é o desconhecimento das empresas pra lidar com as novas mídias? Ou você concorda comigo quando digo que o problema não são as novas mídias e sim o desinteresse (que sempre existiu) para com o consumidor?

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LuluzinhaCampPR #2 em imagens.

Por Lis Comunello ● 24/11/2009

Já falei por aqui como foi o 2º LuluzinhaCampPR, mas propositalmente deixei as imagens para um post separado, pois já sabia que ficariam excelentes pelas mãos da Claudia Regina, que é fotógrafa profissional e coordena o LuluzinhaCampPR junto comigo. As Luluzinhas do Paraná amaram o resultado e, agora, as fotos e o vídeo – vídeo? Yes, we can! – estão aqui com todo destaque que merecem.

Só canecas, nada de copos descartáveis. Só canecas, nada de copos descartáveis.

Muitas comidinhas gostosas. Muitas comidinhas gostosas.

Brigadeiro de Ovomaltine, receita da Gabi Gaborin. Brigadeiro de Ovomaltine feito especialmente pra comermos de colher. Sendo receita da Gabi Gaborin só podia fazer sucesso!

Destaque especial pro foto-recado, criação da Gabi Butcher, que nos autorizou a repetir a idéia por aqui. Ser Luluzinha é assim: compartilhar sempre. E além do foto-recado livre, com o recado que cada uma escolhesse, fizemos também uma sessão especial: o que é o LuluzinhaCamp pra você?

Barbara Borges. Barbara Borges.

Carol Berthold. Carol Berhold.

Carol Reine. Carol Reine.

Claudia Regina.Claudia Regina, nossa super fotógrafa.

Cristhiane Pizzo. Cristhiane Pizzo.

Helena. Helena.

Karol Kawaii.Karol Kawaii.

Euzinha feliz da vida!Euzinha feliz da vida!

Luciana Justina. Luciana Justina.

Vera Obrzut.Vera Obrzut.

Quer mais fotos? Corre no Flickr da Claudia Regina! Mas não sem antes ver o vídeo que ela fez do nosso encontro. :)

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Colaborar, compartilhar, agregar.

Por Lis Comunello ● 16/11/2009

Estas são as palavras que melhor definem tudo que aconteceu na prática do LuluzinhaCampPR #2. O evento teve poucas mulheres, mas todas elas com muita disposição para contribuir em tudo que era necessário. E já começou na organização: enquanto eu e a Claudia Regina organizávamos os bastidores, a Carol Reine providenciou o local para o evento.

Ainda na fase pré-Camp, além dos brindes oferecidos para todas as regionais, a Gabi Butcher autorizou que o foto-recado, sua criação, fosse feito aqui no Paraná; enquanto a Gabi Gaborin entrou com a receita do brigadeiro de Ovomaltine. A Claudia Regina fez um crachá lindíssimo que a Dafni imprimiu com papéis que, além de reciclados, estavam sendo reutilizados. Papéis que iriam para o lixo, sobras de folhas em excelente estado, tornaram-se nossos crachás.

Crachá LuluzinhaCampPR.

O evento se aproxima. Quem vai buscar a Evelyne, nossa Luluzinha professora de Yoga, que vai da aula direto pro LuluzinhaCampPR? Ela tem todos os colchonetes pra carregar, quem ajuda? Claudia Regina recruta o primeiro Bolinha: seu noivo, o Canha. Levou a Claudia Regina ao evento com vários equipamentos para fotografia em estúdio, necessários para o foto-recado, depois foi buscar a Evelyne no horário marcado enquanto ficamos arrumando o local do evento. Eu também precisava de carona e a Dafni recrutou o segundo Bolinha que nos ajudou: ela e seu pai vieram me buscar e ajudar a carregar tudo.

Cada Luluzinha que chegava já ia perguntando no que podia ajudar. Todas as oficinas foram desconferências deliciosas, com todas participando, perguntando, opinando, contribuindo. Depois das explicações e orientações da Dafni sobre o uso da argila em tratamentos de pele, cabelos e saúde, quem não queria ganhar um dos seus kits de argila e hidratação?

Apesar do sedentarismo da maioria de nós, tratamos de aproveitar a aula de Yoga da Evelyne, que nos ensinou sobre respiração e passou exercícios que, apesar da nossa dificuldade, conseguíamos fazer. Mas é claro que ela também nos deu um desafio, afinal as Lulus mais bem preparadas fisicamente mereciam exercícios que pedissem mais condicionamento físico.

A Carol Reine deu um show sobre proteção animal. Acredito que, depois desta desconferência, nenhuma de nós olhará os animais da mesma maneira. Olharemos com ainda mais amor e consciência do que já tínhamos.

Na hora do lanche, LuluzinhaCamp em foco. O que é exatamente? Como surgiu? O que mais podemos fazer pelo grupo? O que mais podemos fazer pelas causas que o LuluzinhaCamp abraça? Uma pergunta foi deixada no ar para que cada Luluzinha respondesse no foto-recado: o que é o LuluzinhaCamp pra você?

Na oficina de make, depois de explicar como aprendi o que sei hoje sobre o assunto, avisei que não falaria de regras para olhos claros, boca grande, tamanho de olhos, etc. Não importa o que dizem as regras para a cor e tamanho dos seus olhos, vá para o espelho e teste. Se você gostar do resultado, use. Somos diferentes e únicas, não precisamos ficar todas iguais seguindo regras de revistas. E as mesas logo viraram um arsenal de maquiagens, com todas se ajudando a experimentar coisas novas e emprestando produtos. Ganhei uma sombra linda da Carol Berthold!

O foto-recado ficou para o final, após todas se maquiarem. Além de uma foto livre, com o recado que quisessem, cada Lulu respondeu a pergunta deixada na hora do lanche. O resultado nós vamos conferir assim que a Claudia Regina terminar de editar as fotos e os vídeos. Sim, tem vídeo! Ela vai preparar um material bem bacana pras imagens, com todo destaque que merecem.

E embora a gente não vá aos encontros pelos brindes, que esse nunca foi a motivação do LuluzinhaCamp, adoramos ganhar presentes. Olha só quanta gente resolveu nos presentear:

- As Luluzinhas de Brasília nos presentearam com sabonefeeds da Srta. Bia e kit de carteira e carteirinha da Primosia;

- As Luluzinhas do Rio de Janeiro mandaram kits do blog Bits & Beijos, necessáire recheada de itens que toda mulher adora, revistas LuluzinhaTeen da Ediouro, Mapa do Ano da Personare, desconto na impressão do foto-livro do Extra, dieta personalizada do Bem Leve;

- Luluzinhas de Sampa nos presentearam com um livro Quem disse que você não tem nada para vestir?;

- Kits da Rede Ecoblogs com caneca, furoshiki e moleco, que fizeram as mulheres delirar, resultado de uma parceria entre Luluzinhas do Rio e Sampa;

- Kits com argila e hidratante, da Luluzinha paranaense Dafni;

- Corrupios da Corrupiola e adesivos da Adesivei, trazidos pela Luluzinha paranaense Claudia Regina.

 

Foto Oficial LuluzinhaCampPR #2Foto: Claudia Regina.

 

Todas ganharam pelo menos um brinde no sorteio e saíram do evento com um sorriso no rosto, querendo mais encontros. É isso que acontece quando as pessoas colaboram, compartilham e agregam: a satisfação e bem estar são enormes e incentivam a continuarmos a fazer sempre mais.

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O cinema nacional a serviço da sociedade.

Por Lis Comunello ● 05/11/2009

Hoje é o Dia do Cinema Nacional e eu, apaixonada pela 7ª arte que sou, não poderia deixar passar em branco. Você certamente já ouviu falar dos Irmãos Lumière, do cinematógrafo, quem sabe até conheça um pouco da história do Cinema Nacional.

Mas ao invés de falar da história, preferi chamar a atenção para um filme em especial, pois trata de uma bandeira que defendo: a descriminalização do aborto. Trata-se de O Aborto dos Outros, de Carla Gallo, lançado em 2008.

Antes que algum cristão de plantão resolva dar sermão e apedrejar, um lembrete: a Bíblia fala em direito à vida, sim, mas também fala em livre arbítrio. E fala, também, que os que não viverem de acordo com o que Deus diz, é com Ele que se entenderão. Deus nos tirou o direito de julgar e nos deu o direito de fazermos nossas próprias escolhas. É, eu li a Bíblia, mais de uma vez inclusive, e é justamente por isso que não posso aceitar argumentos religiosos para criticar e criminalizar muitas coisas – neste caso, o aborto.

Isso posto, acredito que posso passar para aspectos práticos enquanto algum possível moralista defensor de Leis Cristãs para condenar fica pensando com seus botões se ele mesmo não está precisando cuidar do seu próprio quintal ao invés de jogar pedra no quintal alheio.

O aborto é uma realidade, acontece o tempo todo, legalizado ou não. E, embora legalizado no Brasil em alguns casos, não é uma informação que chega a todos. Assistindo ao documentário fiquei estarrecida com a atitude de um escrivão que, consultado pela mãe de uma jovem de 13 anos grávida de um estupro, apressou-se em dizer que aborto é crime. Um trator seria mais delicado que tal indivíduo.

 

 

É preciso lembrar que a legalização do aborto não é a imposição do aborto. Os abortamentos induzidos também não vão aumentar com a legalização. Num primeiro momento os números podem assustar e parecerem maiores, mas é tão somente porque não será mais preciso esconder.

Quando uma mulher deseja interromper a gravidez ela o faz independente de Leis. E deve ter o direito assegurado de escolher sobre seu próprio corpo, sem julgamentos de outrem. A mãe da jovem no documentário diz que sempre havia sido contra o aborto, porém vivendo a situação se conscientiza de que só quem está passando por isto é que consegue entender a dimensão do sofrimento, da dor, da dúvida, do medo.

E é como escreveu Túlio Vianna no post Aborto, em defesa de qual vida?: são as mulheres pobres que sofrem com a criminalização. As mulheres ricas podem custear clínicas clandestinas, com toda higiene e segurança possível. São as mulheres pobres que usam de métodos alternativos com grandes riscos. O documentário apresenta os números, deixo-os para que você veja por si.

Quando nossos políticos querem decretar alguma lei polêmica, tal como a Antifumo, é comum alegar que "nos países desenvolvidos é assim". Bem, nos países desenvolvidos o aborto é legalizado, por quê não copiamos esta lei também? A legalização vai apenas garantir que se cumpra o que já é determinado na Constituição Brasileira: a saúde é para todos, sem exceções.

Assista o documentário e me conte o que achou. Ainda que você seja contra o aborto, pelo menos conseguiu ver a situação com outros olhos, quem sabe se sensibilizar com o problema ao invés de criticar estas mulheres?

Ao questionamento se a descriminalização resolve, um médico no documentário responde com outra pergunta: a criminalização resolve?

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Perguntar não ofende.

Por Lis Comunello ● 31/10/2009

As pessoas podem vestir e fazer o que quiserem, mas não podem pensar o que quiserem?

#justasking

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LuluzinhaCampPR #2.

Por Lis Comunello ● 22/10/2009

LuluzinhaCampPR

 

Rufem os tambores, o 2° LuluzinhaCampPR está chegando!

 

O que vai ter?

- Auriculoterapia com a Vera Obrzut.

- Yoga com a Evelyne Baldan.

- A Dafni Nascimento vai nos ensinar a fazer máscaras de argila para o rosto e o cabelo.

- Proteção animal com a Carol Reine.

- Dicas de auto-maquiagem comigo.

- Desconferência sobre blogs, Twitter e feeds.

Onde? Quando? Quanto?

Dia 14/11. Chegada às 14h30, início às 15hs.

O evento será realizado no endereço particular de uma das Luluzinhas paranaenses portanto, por questões de segurança, somente as participantes receberão as coordenadas geográficas.

Os custos do evento serão rateados no dia do encontro. Por favor, leve dinheiro trocado.

Faça já a sua inscrição! E se liga no calendário: dá pra se inscrever até 13/11, mas somente as inscritas até 08/11 terão crachá personalizado.

 

O que tenho que levar?

- Um prato de doce ou salgado.

- Bebidas.

- Sua caneca, pratinho e talheres. Nada descartável, por favor, pois Luluzinha que é Luluzinha se importa com o meio-ambiente e não desperdiça recursos naturais.

- Suas maquiagens para a oficina de auto-maquiagem.

- Dinheiro trocado.

 

O que mais?

Tem brinde, claro! Mas é tudo surpresa por enquanto…

Quer ajudar a divulgar o LuluzinhaCampPR? Você pode fazer isso no Twitter (use a hastag #LuluzinhaCamp), pode colocar no seu blog o selo que a Claudia Regina fez, no Orkut…

Faça sua inscrição e participe da nossa lista de discussão, queremos você conosco. :)

 

LuluzinhaCampPR #2, eu vou!

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O Blog Action Day foi dia 15/10 e eu, que já estava com meu assunto escolhido, perdi a data por conta dos imprevistos já explicados. Mas como todo dia é sempre um bom dia para falarmos em responsabilidade ambiental, cá estou com as questões que eu queria ter abordado na blogagem coletiva: as sacolas plásticas e seus defensores. Defensores?

Pois é, estamos todos cansados de saber que o plástico é derivado do petróleo e que leva cerca de 500 anos para se decompor, mas ainda assim há quem defenda as sacolinhas plásticas. Minha Nossa Senhora das Ecobags!

O aquecimento global não é futuro, é realidade. O primeiro ministro britânico alertou, nesta 2ª feira, sobre as catástrofes que a Grã-Bretanha enfrentará se não houver acordo sobre as mudanças climáticas. Só que as consequências do aquecimento global não vão ficar só lá. Aqui no Brasil já estamos sofrendo com isso: só no Paraná os estragos são imensos e as fortes chuvas afetaram 22 mil pessoas em apenas 2 dias. Isso sem falar em tantas outras cidades e estados que ficaram alagados e destruídos só nesse ano.

 

Ecobags: excelentes para fazer compras! Ecobags: excelentes para fazer compras! Imagem: Ecoblogs, em CC.

 

Ok, as sacolas plásticas não são as únicas vilãs do aquecimento global, há muito mais coisas contribuindo para as mudanças drásticas no meio ambiente. Acontece que eu fiquei inconformada que uma agência como a W/ tenha desenvolvido uma campanha a favor das sacolinhas plásticas para a Plastivida (me nego a dar o link).

Então eu decidi inaugurar uma nova categoria aqui no blog: a lista negra. Ela começa com os nomes de quem criou e executou a campanha, mas conto com você para, juntos, engrossarmos a lista com os nomes de todos que, de uma forma ou de outra, incentivam à destruição do planeta.

Benefícios das sacolas plásticas? Contem outra, essa não cola. Não adianta posar de bonzinho, tem que ser bonzinho de verdade.

Ficha técnica da campanha, que está no site da W/ (não adianta, não vou dar o link) e no post da Lucia Freitas:

Agência: W/

Criação: Fabio Saboya e Guime Davidson

Direção de Criação: Washington Olivetto

Atendimento: André Rossi, Roberta Julianelli, Larissa Menescal

Planejamento: Newton Nagumo

Mídia: Gleidys Salvanha, Fabíola Sidorenko, Roberta Coimbra

Produção Gráfica: Julio Coralli

Art Buyer: Sônia Sanches

Produtora: Bossa Nova Films

Diretor: Willy Biondani

Diretor de fotografia: Walter Carvalho

Diretores de arte: Sidnei Biondani e Vanessa Monteiro

Produção: Equipe Bossa Nova Films

Montador: Marcola

Finalização: Bossa Nova Films

Produtora de Som: Panela Produtora

Aprovação Cliente: Francisco Assis Esmeraldo

Não dizem que a memória do brasileiro é curta? Então vamos reunir aqui, na Lista Negra, os nomes de quem joga no time da destruição e do desrespeito, incluindo – e principalmente – os políticos que não merecem nosso voto.

 

Veja também os posts de outras Luluzinhas para o Blog Action Day 2009:

Ana Cládia Bessa: Pode ser insuportável.

Francine Emilia Costa: Mudanças Climáticas.

Francine Ramos: Tchau, sacolinhas plásticas!

Lucia Freitas: Mudar já para viver sempre.

Lucia Malla: Era uma vez Tuvalu.

Lunna Guedes: São Paulo da Garoa.

Priscila Alves: Um dia e muitas emoções…

Conheça também a comunidade Quero meu clima de volta!, no Ning.

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Do silêncio em que me encontrei.

Por Lis Comunello ● 20/10/2009

Passei mais tempo do que devia longe do blog. Eu sei, isso não se faz, mas a saúde pediu e eu precisei atender. Não pretendo ficar postando minhas dores aqui, mas acho que meus leitores, ainda que poucos, merecem minhas desculpas e justificativa.

Tenho fibromialgia e, entre outras coisas, esse problema me causa tensões musculares absurdas. Foi o que aconteceu desta vez: a tensão muscular não me deixou dormir. Sentia sono e cansaço, que foram aumentando a cada dia, mas ao deitar o corpo não relaxava e por isso eu não conseguia dormir.

Você já ficou muito tempo sem dormir? Por muito tempo, digo várias semanas. Chega um momento em que nada funciona direito: seus olhos não enxergam muito bem, a concentração vira utopia tornando leitura e escrita em atividades impossíveis, falta coordenação motora. Fiquei me sentindo meio sonâmbula, andando pela casa sem muito controle sobre meus movimentos.

  Imagem: Elizabeth/Table4Five, em CC.

Com o fuso horário mais avesso do que já era, estou de volta. Pode continuar por aqui que os próximos posts já estão engatilhados e logo tem LuluzinhaCampPR.

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Dia Mundial Sem Carro 2009.

Por Lis Comunello ● 21/09/2009

O Dia Mundial Sem Carro foi comemorado pela primeira vez na França, em 1998. O Brasil só aderiu em 2001. Espero que, ao contrário do ano passado, Curitiba faça bonito neste 22 de Setembro. Este ano a URBS (Urbanização de Curitiba S/A) organizou a Semana do Trânsito, iniciada na última sexta-feira, 18/09, que vai até dia 23/09, próxima quarta-feira.

A programação é bacana, mas eu quero falar mesmo é sobre o que podemos fazer para tornar a vida sem carro mais agradável – a quantidade de automóveis em Curitiba é assustadora.

Deixe o carro em casa. O meio ambiente e a sua saúde agradecem. Imagem: Prefeitura de Curitiba, livre para download.

Você, motorista, tem idéia das dificuldades que os ciclistas e pedestres enfrentam? É preciso dar sinal/ligar o pisca/dar seta/o termo que você preferir para todos, não só para os carros. Fazer uma conversão sem sinalizar pode causar atropelamento de pedestres e/ou ciclistas, não são só os outros motoristas que precisam saber pra qual lado você irá.

Leia o post da Lu Freitas para conhecer os depoimentos de algumas Luluzinhas que preferem usar bicicleta, ônibus, metrô ou andar a pé – sim, preferem, muita gente escolhe não ter carro. Aproveite e veja também dicas para ciclistas e motoristas sobre comportamento no trânsito.

Mas vamos falar dos ônibus em Curitiba. Qual o motivo de tantas pessoas não gostarem de pegar ônibus aqui? Não, não é só pela comodidade de pegar o carro na garagem e ir até o trabalho sem ter que caminhar até o ponto de ônibus. Quando converso com amigos sobre isso, a reclamação nunca é essa: são problemas relativos à administração das linhas de ônibus e também à (falta de) educação de muitos passageiros com os quais dividimos a viagem.

É verdade que precisamos de mais ônibus em horários de pico, pois justamente nos horários em que mais pessoas precisam de transporte as linhas estão sempre abarrotadas e chamar os passageiros de sardinha enlatada é pouco: é um desafio à Lei da Física que afirma não ser possível dois corpos usarem o mesmo lugar no espaço.

Estação tubo vazia? Nunca nos horários em que a população mais precisa do transporte público. Imagem: xander76, em CC.

Uma alternativa – excelente, aliás – para diminuir o número de pessoas que precisam de transporte diário é o home office. Quanto mais empresas adotarem esse sistema, melhor para todos: menos congestionamentos; ar menos poluído por monóxido de carbono; trabalhador mais motivado por não ter que enfrentar diariamente as dificuldades do trânsito (resultando em maior e melhor produtividade); empresas com redução de custos e de investimentos – por exemplo em transporte e até mesmo em espaço físico, afinal há menos funcionários trabalhando no local da empresa.

Mas home office é assunto para outro post e depende da abertura dos empresários. Existem coisas que nós, usuários do transporte público, podemos fazer: sermos educados. Sejamos conscientes: a porta 3 dos ônibus bi-articulados não é local para ficarmos parados, não é coisa de gente educada.

Semana passada presenciei uma situação bizarra. Dezenas de pessoas amontoadas na porta 3, enquanto o resto do ônibus tinha espaço de sobra, portanto é evidente que as pessoas que precisavam entrar foram tentando passar, eu inclusa. Quando eu já estava alcançando uma área mais livre do ônibus, ouvi uma mulher exclamar lá na porta 3: "mas não dá pra ver que está cheio de gente? Esperem outro ônibus!".

Azeda que sou, precisei me controlar para não responder que sim, dava para ver que ali estava cheio de gente. Cheio de gente mal educada e no mínimo uma delas também abusada, pois não bastasse estar parada no lugar errado ainda se achou no direito de reclamar.

Que absurdo é esse? Pára no lugar errado e acha que os outros devem se atrasar para seus compromissos só para que ela possa permanecer onde não deve? Que neurose é essa? Depois tem gente que não entende quando eu digo que perdi a fé na humanidade.

Ministério da Saúde, publicitários, por favor, façam uma campanha sobre a importância do tratamento psicológico; desmistificando psicólogos, psicanalistas e terapeutas. A maior parte da nossa sociedade precisa de tratamento urgente, são neuroses demais pra um país só. E aqui estou falando só do Brasil, mas é evidente que lá fora também há milhares de pessoas que precisam aprender que dinheiro e interesses particulares não podem estar acima da saúde, do bom senso, da educação.

Outra reclamação constante entre os usuários de transporte coletivo é sobre as pessoas que ouvem música no ônibus sem fone de ouvido. Se você faz isso, acredite: não é bacana, não é bonito, não é educado – é um tremendo "King Kong". Caso os outros passageiros também gostem do mesmo tipo de música que você eles irão ouvir essas músicas por si mesmos, não se preocupe em fazer todos ouvirem o que você está escutando.

 Fone de ouvido é legal. Quem não usa é feio, bobo e chato. Imagem: sflovestory, em CC.

Nesta terça-feira eu irei andar de ônibus como sempre, mas desta vez espero ver as ruas com muito menos carros. E sem ninguém parado na porta de embarque e/ou ouvindo música sem fones de ouvido. Não custa nada ser educado e não são só as autoridades que devem fazer algo pelo bem do transporte coletivo.

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Music & me.

Por Lis Comunello ● 02/09/2009

Quando Michael Jackson morreu, em 25 de junho deste ano, fiz o que mais da metade do mundo também deve ter feito, muito provavelmente: busquei músicas dele pra relembrar.

E aí me dei conta que algumas músicas bem antigas me faziam lembrar de algumas pessoas. Ou melhor: de um namoradinho que tive lá pelos 3 ou 4 anos. Minha mãe que conta, eu não lembro nada e é justamente isso que me deixou curiosa: não lembro de ter "namorado" o menino, mas algumas músicas me fazem lembrar dele – da pessoa dele, da existência dele (digamos assim), pois o rosto só olhando fotos mesmo.

Quando a dita música tocou – não, não é Got to be there e nem Ben – corri buscar a discografia do Michael Jackson para ver de que ano era a música: foi lançada no álbum Music & Me, em 1973 – eu nem tinha nascido! O próximo álbum com a faixa foi The Best Of, em 1975. Eu nasci em 75 (nunca fiz segredo da minha idade) e a música só apareceu em outros álbuns muito depois do tal "namoradinho" de infância.

 

 

Claro, a música tocou muito tempo no rádio, logicamente deve ser daí que lembro. O que acho curioso é minha memória musical ser maior do que a afetiva. Se bem que minha mãe diz que eu era uma pestinha: vivia fazendo o menino chorar. Quando foi que comecei a ser sentimental? Raios!

Favor não confundir memória musical com dom musical. Como disse o Dr. Foreman (House – S03 E15), "escutar e tocar são dois processos neurológicos diferentes".

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