Camaleônica

Radar #1.

Por Lis Comunello ● 29/07/2010

 

Sujismundo: povo desenvolvido é povo limpo.
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Primeiras leituras.

Por Lis Comunello ● 20/07/2010

Quem me convidou foi a Srta. Bia e  o meme se trata do primeiro livro lido na vida. Só que eu tenho memória de peixinho dourado, não consigo lembrar qual foi. O que eu lembro é que, assim como o Alessandro Martins, meu primeiro livro lido eu não li realmente.

Conta minha mãe que, aos 2 anos, minha diversão preferida era fazer com que lessem para mim. E as primeiras leituras na verdade não eram livros, eram os gibis do Maurício de Sousa. Os livros infantis vieram em seguida, mas antes deles eu monopolizava a atenção de algum adulto pelo máximo de tempo que eu conseguisse para que lesse para mim.

Ganhei a assinatura dos gibis, mas achava que eram poucos que chegavam a cada semana, pois eram lidos rapidamente. Aos 3 anos eu folheava os gibis e ia contando as histórias em voz alta, fingindo que estava lendo – eu já tinha decorado muitas de tanto que fazia os outros lerem para mim.

Mas embora eu não lembre qual foi o primeiro livro, recordo-me de outros que li depois. Vejo os títulos das obras da Coleção Vagalume e boa parte deles me soa familiar. Alguns em especial me fazem sorrir, ainda que eu nA Mina De Ouro - Maria José Dupréão me lembre da história de todos.

Por exemplo: A Montanha Encantada e A Mina de Ouro, de Maria José Dupré. Ah, A Mina de Ouro… Lembro-me de tentar desenhar a capa – em vão, é claro, até hoje não sei desenhar sequer um patinho usando o 2. As Aventuras de Xisto e O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida. O Mistério do Cinco Estrelas e O Rapto do Garoto de Ouro, de Marcos Rey. Entretanto, por mais que eu não me lembre do primeiro livro que li e reconheça os títulos da Coleção Vagalume, recordo-me muito bem do primeiro livro “de gente grande” que li.

Aqueles tantos livros na estante, que minha mãe tinha e eu, antes mesmo de aprender a ler, ficava admirando. Sentava no chão e ficava ali olhando aquelas capas coloridas, sonhando com o dia em que poderia lê-los. Quando aprendi a ler, minha mãe dizia que não eram para mim, que eu precisava crescer mais um pouco. Um dia me “rebelei”: escolhi um livro da estante e fui para o quarto escondida. Comecei a chorar nas primeiras páginas e não parei mais.

Meu Pé de Laranja Lima - José Mauro de VasconcelosZezé tinha 5 anos, mas gostava de dizer que tinha 6. Era o segundo mais novo dentre os irmãos – Luís, Totoca, Glória e Jandira. Sua mãe trabalhava duro para sustentar a família, seu pai estava desempregado e dava surras homéricas em Zezé. Logo no início do livro a família se muda para uma casa menor e Zezé faz um amigo muito especial: o pé de laranja lima que havia no quintal. Zezé aprontava, mas seu sofrimento é de partir o coração. Ele não era o diabo que pintavam e não era apenas por dó das surras que ele levava que eu chorava.

Zezé era um ótimo aluno, adorava sua professora (era o único da turma que levava flores para ela) e, embora a comida faltasse em casa e vestisse farrapos, compadecia-se com o sofrimento alheio. A professora às vezes lhe dava dinheiro para comprar um sonho na hora do recreio e ele dividia o doce com uma garotinha.

- A Dorotília é mais pobre do que eu. E as outras meninas não gostam de brincar com ela porque é pretinha e pobre demais. Então ela fica no canto sempre. Eu divido o sonho que a senhora me dá, com ela. […] A senhora de vez em quando, em vez de dar para mim, podia dar para ela.” (p. 77)

Além do pé de laranja lima, outro grande amigo de Zezé era o português Manuel Valadarez. E é durante as conversas com o português que aparece a maior parte das palavras de Zezé a respeito de si:

- Portuga, olhe para minha cara. Cara não, focinho. Lá em casa dizem que eu tenho focinho porque não sou gente, sou bicho, sou índio Pinagé, sou filho do diabo. […] Eu não presto mesmo. Sou tão ruim que quando chega o Natal acontece aquilo: nasce o Menino Diabo em vez do Menino Deus! (p. 147)

Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos, foi o livro que mais me emocionou até hoje. Embora eu tenha gostado tanto de alguns livros lidos antes ao ponto de relê-los várias vezes, foi a história do menino travesso que vivia sendo espancado que me ensinou o quanto palavras escritas podem emocionar. E apesar de eu já ter relido o livro inúmeras vezes, a cada nova leitura eu choro tudo de novo, da primeira à última página.

**********

O livro que li tem capa diferente da que ilustra o post. É parte de uma coleção do José Mauro de Vasconcelos, capa dura e verde, que minha mãe tem desde antes de eu nascer. Os detalhes e texto da lombada, antes brancos e dourados, hoje são amarelo escuro, castigados pelo tempo – e eu não me desfaço desse livro sob nenhuma hipótese, o valor sentimental é imenso.

As passagens citadas no post foram retiradas do livro que tenho: Vasconcelos, José Mauro de. Meu Pé de Laranja Lima. 17ª ed. São Paulo: Melhoramentos, 1968.

Para continuar o meme, convido Carol Berthold, Claudia Regina, Dafni Nascimento, Denise Rangel e Lucia Freitas.

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Desligada mode on.

Por Lis Comunello ● 07/07/2010

- Alô.

- Oi, Lis.

- Quem está falando?

- Sou eu.

- Eu quem?

- Tua irmã! A mãe ‘tá aí?

Deve ser efeito prolongado da acupuntura que fiz ontem. Sempre fico dormindo em pé depois.

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Tecnologia x relacionamentos.

Por Lis Comunello ● 02/05/2010

Na época em que o Google Latitude foi lançado uma música da Adriana Calcanhotto não me saía da cabeça.

E os devaneios? Abrir a porta de casa ou sair do trabalho e encontrar a pessoa amada ali, esperando para lhe fazer uma surpresa? “Onde você se meteu a tarde toda com o Latitude desligado?” e estragar o clima da surpresa que você estava prestes a receber? Com o Google Latitude, tudo isso – e muito mais – já era.

Se por um lado sou prática (outro dia falo sobre isso aqui), por outro sou uma romântica incurável. Acredito no amor que compartilha o que quiser espontaneamente, sem necessidade de perguntas. Quero poder acreditar em quem está comigo.

Se eu sentir ímpeto por tal controle sobre quem está comigo, por supervisionar cada um dos seus passos, então a relação tem sérios problemas. E não é o Google Latitude que vai resolver.

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Mais teatro, Brasil!

Por Lis Comunello ● 26/04/2010

Originado no século VI a.C., na Grécia, o teatro deriva das festas dionisíacas realizadas em homenagem ao deus Dionísio. No Brasil o teatro iniciou como ferramenta para evangelização dos jesuítas no século XVI, mas só se desenvolveu nos séculos XIX e XX – veja a linha do tempo com mais informações sobre o teatro no Brasil.

Entretanto, o acesso ao teatro ainda é restrito. Para mudar isso, convido você a participar da campanha Mais Teatro, Brasil!: o objetivo é tornar obrigatória a construção de um Centro Integrado de Cultura em cada município com população superior a 25 mil habitantes. É preciso o máximo de assinaturas para para dar entrada, junto ao Congresso Nacional, neste Projeto de Lei de Iniciativa Popular.

Mais teatro, Brasil!

Para assinar o manifesto basta acessar a página da campanha, onde também há mais informações sobre o Projeto como, por exemplo, mais detalhes sobre os Centros Integrados de Cultura: espaços multiculturais e funcionais que, além de um teatro de qualidade, também ofereçam diversas formas de manifestações artístico-culturais – cinema, biblioteca, espaços para cursos e oficinas de teatro, pintura, música, dança, etc.

A campanha foi idealizada pela Cennarium e os blogueiros @Alessandro_M, @samegui, @maxreinert e @lilianeferrari organizararm a blogagem coletiva. Atendo, pois, ao convite do Alessandro Martins para participar da blogagem, na expectativa de ver os Centros Integrados de Cultura espalhados Brasil afora. O Alessandro está reunindo os posts participantes da blogagem e sugiro que você passe lá para ver – os posts estão ótimos, enriquecedores.

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A web, as empresas e seus advogados.

Por Lis Comunello ● 16/12/2009

Infelizmente o título deste post não pode ser "A web, as empresas e seus departamentos de marketing". Porque não são os advogados que deveriam ser chamados quando as empresas encontram críticas na internet. Isso é tarefa para o marketing, mas lamentavelmente as empresas recorrem ao jurídico.

Por quê? Pra negar os problemas das empresas ao invés de resolvê-los, pra jogar a sujeira pra debaixo do tapete e fingir que a casa está limpa. Não está. E o consumidor sabe disso, tentar convencê-lo do contrário são esforços e energia desperdiçados. Mais ainda: é tiro no próprio pé, pois deixa o consumidor ainda mais irritado com sua marca – e portanto ele vai falar mal da empresa ainda mais.

A motivação para este post são os processos e repressões de empresas contra blogueiros que estão pipocando por toda web. Basta criticar o serviço/produto/atendimento/whatever e pronto, lá vêm os advogados da empresa criticada ameaçando processo para que a crítica saia do ar. Ou então partindo direto para o processo, sem sequer tentarem dialogar. Não que ligar pra ameaçar processar seja tentativa de diálogo, evidente. E não que deletar a crítica vá realmente tirá-la da internet.

Onde estão os marketeiros destas empresas? E os administradores? Os publicitários que trabalham a imagem da sua marca? Chamar advogados é um erro tão primário que chega a ser infantil. Parece aquela criança que, sozinha na sala, quando a mãe volta 10 minutos depois encontra a TV no chão e a criança gritando e batendo o pé dizendo que não fez nada de errado. Claro, foi a brisa entrando pela janela que derrubou a TV. Também foi a brisa que causou o mau atendimento, o produto com defeito, a dificuldade em solucionar o problema que o consumidor teve com sua empresa.

A culpa é do internauta que fez a crítica, da brisa, do que for, mas as empresas assumirem suas falhas e procurarem soluções, isso não. E dizer que é porque as empresas não sabem lidar com as novas mídias, desculpem-me os defensores da idéia, é papo furado. A culpa não é das novas mídias e nem das velhas, é da visão tacanha das empresas em acreditar que só podem falar da sua marca se for pra falar bem.

Centrais de atendimento de um modo geral só causam mais reclamações, embora supostamente tenham sido criadas para resolver problemas com consumidores e prestar informações. É mais ou menos assim: "vamos criar um 0800 só pra dizer que estamos interessados em ouvir o consumidor, mas vamos continuar fazendo só o que a gente quer. Nem precisamos preparar bem os atendentes, afinal o que o consumidor tem a dizer não nos interessa mesmo, tudo bem se ele se sentir falando com um robô que repete coisas que sequer foram perguntadas".

Exemplo bem recente do quanto centrais de atendimento são muito despreparadas e o descaso dos atendentes é escancarado: ontem liguei na TIM para perguntar sobre desbloqueio de aparelho, hoje recebi um SMS com o protocolo da ligação que fiz ontem confirmando o cancelamento da linha. Que cancelamento, cara pálida? Eu liguei pra perguntar como procedo pra desbloquear um aparelho que ganhei, em momento algum falei em cancelar minha linha. Tive que parar o que estava fazendo e correr ligar novamente. Problema resolvido, minha linha não foi cancelada, mas a TIM precisava causar esse tipo de situação? Depois disso eu, que não estava pensando em trocar de operadora, estou considerando a possibilidade. O celular que ganhei é da Vivo, de repente nem desbloqueio o aparelho e fico com a Vivo mesmo.

Está faltando maturidade, responsabilidade, respeito e humildade por parte das empresas brasileiras – das portinhas minúsculas às gigantes, são raríssimos os que realmente ouvem os consumidores. Não adianta tentar calar as reclamações, como se as empresas fossem a dona da bola. O dono da bola é o consumidor, ponto. Sem consumidores uma empresa não sobrevive, está mais do que na hora do consumidor receber seu devido valor e respeito.

A tática inteligente não é calar a insatisfação, é parar de criar insatisfação. Como? O primeiro passo para reduzir as críticas é justamente prestar atenção nas críticas existentes, admitir os problemas. Você não tem como tratar uma doença sem primeiro aceitar que está doente, certo? Pesquisas de mercado custam fortunas e nós, consumidores, estamos dando às empresas o resultado destas pesquisas sem cobrar nada. Nossas críticas permitem que as empresas economizem milhões e mesmo assim querem nos processar e nos calar?

Chame o marketing, a agência publicitária que tem sua conta, deixe os advogados para casos realmente jurídicos. Criticar um mau serviço prestado, um produto com defeito, uma publicidade enganosa só são casos jurídicos se vistos do ponto de vista do consumidor: foram enganados, foram lesados. Ele é a vítima, não a empresa. O marketing da sua empresa e a agência publicitária não estão sabendo rastrear as críticas na internet sobre sua empresa? Contrate quem dá conta do recado, afinal grande parte dos marketeiros e agências publicitárias ainda não se atualizaram, estão atrasados. Em contrapartida, há agências digitais fazendo excelentes trabalhos na web, não vai ser difícil encontrar uma para atender sua empresa.

Empresário, não jogue a sujeira embaixo do tapete. Um dia ela vira um monstro que vai engolir sua empresa – e a ilusão de empresa perfeita que você criou calando críticas não vai salvar seu negócio.

Quer ver como não adianta tentar calar um internauta? Como repressão só piora a imagem da sua empresa? Como faz a crítica inicial se alastrar feito rastilho de pólvora? Veja alguns posts dentre tantos que blogueiros já escreveram sobre isso:

Se você procurar, vai encontrar muito mais. Não só em blogs, mas em toda websfera. Mas se você for um empresário, sugiro que antes vá pesquisar e aprender mais sobre marketing de relacionamento.

Alessandro Martins pergunta: Você já foi processado ou intimidado juridicamente por ter publicado algo na internet? Conte sua experiência, pois dia 28 de janeiro ele estará na mesa sobre Direito e Internet na área de blogs da Campus Party e seu relato pode ajudar a tornar o debate mais relevante.

Pergunta minha que não quer calar: existe quem realmente acredite que o problema é o desconhecimento das empresas pra lidar com as novas mídias? Ou você concorda comigo quando digo que o problema não são as novas mídias e sim o desinteresse (que sempre existiu) para com o consumidor?

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LuluzinhaCampPR #2 em imagens.

Por Lis Comunello ● 24/11/2009

Já falei por aqui como foi o 2º LuluzinhaCampPR, mas propositalmente deixei as imagens para um post separado, pois já sabia que ficariam excelentes pelas mãos da Claudia Regina, que é fotógrafa profissional e coordena o LuluzinhaCampPR junto comigo. As Luluzinhas do Paraná amaram o resultado e, agora, as fotos e o vídeo – vídeo? Yes, we can! – estão aqui com todo destaque que merecem.

Só canecas, nada de copos descartáveis. Só canecas, nada de copos descartáveis.

Muitas comidinhas gostosas. Muitas comidinhas gostosas.

Brigadeiro de Ovomaltine, receita da Gabi Gaborin. Brigadeiro de Ovomaltine feito especialmente pra comermos de colher. Sendo receita da Gabi Gaborin só podia fazer sucesso!

Destaque especial pro foto-recado, criação da Gabi Butcher, que nos autorizou a repetir a idéia por aqui. Ser Luluzinha é assim: compartilhar sempre. E além do foto-recado livre, com o recado que cada uma escolhesse, fizemos também uma sessão especial: o que é o LuluzinhaCamp pra você?

Barbara Borges. Barbara Borges.

Carol Berthold. Carol Berhold.

Carol Reine. Carol Reine.

Claudia Regina.Claudia Regina, nossa super fotógrafa.

Cristhiane Pizzo. Cristhiane Pizzo.

Helena. Helena.

Karol Kawaii.Karol Kawaii.

Euzinha feliz da vida!Euzinha feliz da vida!

Luciana Justina. Luciana Justina.

Vera Obrzut.Vera Obrzut.

Quer mais fotos? Corre no Flickr da Claudia Regina! Mas não sem antes ver o vídeo que ela fez do nosso encontro. :)

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Colaborar, compartilhar, agregar.

Por Lis Comunello ● 16/11/2009

Estas são as palavras que melhor definem tudo que aconteceu na prática do LuluzinhaCampPR #2. O evento teve poucas mulheres, mas todas elas com muita disposição para contribuir em tudo que era necessário. E já começou na organização: enquanto eu e a Claudia Regina organizávamos os bastidores, a Carol Reine providenciou o local para o evento.

Ainda na fase pré-Camp, além dos brindes oferecidos para todas as regionais, a Gabi Butcher autorizou que o foto-recado, sua criação, fosse feito aqui no Paraná; enquanto a Gabi Gaborin entrou com a receita do brigadeiro de Ovomaltine. A Claudia Regina fez um crachá lindíssimo que a Dafni imprimiu com papéis que, além de reciclados, estavam sendo reutilizados. Papéis que iriam para o lixo, sobras de folhas em excelente estado, tornaram-se nossos crachás.

Crachá LuluzinhaCampPR.

O evento se aproxima. Quem vai buscar a Evelyne, nossa Luluzinha professora de Yoga, que vai da aula direto pro LuluzinhaCampPR? Ela tem todos os colchonetes pra carregar, quem ajuda? Claudia Regina recruta o primeiro Bolinha: seu noivo, o Canha. Levou a Claudia Regina ao evento com vários equipamentos para fotografia em estúdio, necessários para o foto-recado, depois foi buscar a Evelyne no horário marcado enquanto ficamos arrumando o local do evento. Eu também precisava de carona e a Dafni recrutou o segundo Bolinha que nos ajudou: ela e seu pai vieram me buscar e ajudar a carregar tudo.

Cada Luluzinha que chegava já ia perguntando no que podia ajudar. Todas as oficinas foram desconferências deliciosas, com todas participando, perguntando, opinando, contribuindo. Depois das explicações e orientações da Dafni sobre o uso da argila em tratamentos de pele, cabelos e saúde, quem não queria ganhar um dos seus kits de argila e hidratação?

Apesar do sedentarismo da maioria de nós, tratamos de aproveitar a aula de Yoga da Evelyne, que nos ensinou sobre respiração e passou exercícios que, apesar da nossa dificuldade, conseguíamos fazer. Mas é claro que ela também nos deu um desafio, afinal as Lulus mais bem preparadas fisicamente mereciam exercícios que pedissem mais condicionamento físico.

A Carol Reine deu um show sobre proteção animal. Acredito que, depois desta desconferência, nenhuma de nós olhará os animais da mesma maneira. Olharemos com ainda mais amor e consciência do que já tínhamos.

Na hora do lanche, LuluzinhaCamp em foco. O que é exatamente? Como surgiu? O que mais podemos fazer pelo grupo? O que mais podemos fazer pelas causas que o LuluzinhaCamp abraça? Uma pergunta foi deixada no ar para que cada Luluzinha respondesse no foto-recado: o que é o LuluzinhaCamp pra você?

Na oficina de make, depois de explicar como aprendi o que sei hoje sobre o assunto, avisei que não falaria de regras para olhos claros, boca grande, tamanho de olhos, etc. Não importa o que dizem as regras para a cor e tamanho dos seus olhos, vá para o espelho e teste. Se você gostar do resultado, use. Somos diferentes e únicas, não precisamos ficar todas iguais seguindo regras de revistas. E as mesas logo viraram um arsenal de maquiagens, com todas se ajudando a experimentar coisas novas e emprestando produtos. Ganhei uma sombra linda da Carol Berthold!

O foto-recado ficou para o final, após todas se maquiarem. Além de uma foto livre, com o recado que quisessem, cada Lulu respondeu a pergunta deixada na hora do lanche. O resultado nós vamos conferir assim que a Claudia Regina terminar de editar as fotos e os vídeos. Sim, tem vídeo! Ela vai preparar um material bem bacana pras imagens, com todo destaque que merecem.

E embora a gente não vá aos encontros pelos brindes, que esse nunca foi a motivação do LuluzinhaCamp, adoramos ganhar presentes. Olha só quanta gente resolveu nos presentear:

- As Luluzinhas de Brasília nos presentearam com sabonefeeds da Srta. Bia e kit de carteira e carteirinha da Primosia;

- As Luluzinhas do Rio de Janeiro mandaram kits do blog Bits & Beijos, necessáire recheada de itens que toda mulher adora, revistas LuluzinhaTeen da Ediouro, Mapa do Ano da Personare, desconto na impressão do foto-livro do Extra, dieta personalizada do Bem Leve;

- Luluzinhas de Sampa nos presentearam com um livro Quem disse que você não tem nada para vestir?;

- Kits da Rede Ecoblogs com caneca, furoshiki e moleco, que fizeram as mulheres delirar, resultado de uma parceria entre Luluzinhas do Rio e Sampa;

- Kits com argila e hidratante, da Luluzinha paranaense Dafni;

- Corrupios da Corrupiola e adesivos da Adesivei, trazidos pela Luluzinha paranaense Claudia Regina.

 

Foto Oficial LuluzinhaCampPR #2Foto: Claudia Regina.

 

Todas ganharam pelo menos um brinde no sorteio e saíram do evento com um sorriso no rosto, querendo mais encontros. É isso que acontece quando as pessoas colaboram, compartilham e agregam: a satisfação e bem estar são enormes e incentivam a continuarmos a fazer sempre mais.

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O cinema nacional a serviço da sociedade.

Por Lis Comunello ● 04/11/2009

Hoje é o Dia do Cinema Nacional e eu, apaixonada pela 7ª arte que sou, não poderia deixar passar em branco. Você certamente já ouviu falar dos Irmãos Lumière, do cinematógrafo, quem sabe até conheça um pouco da história do Cinema Nacional.

Mas ao invés de falar da história, preferi chamar a atenção para um filme em especial, pois trata de uma bandeira que defendo: a descriminalização do aborto. Trata-se de O Aborto dos Outros, de Carla Gallo, lançado em 2008.

Antes que algum cristão de plantão resolva dar sermão e apedrejar, um lembrete: a Bíblia fala em direito à vida, sim, mas também fala em livre arbítrio. E fala, também, que os que não viverem de acordo com o que Deus diz, é com Ele que se entenderão. Deus nos tirou o direito de julgar e nos deu o direito de fazermos nossas próprias escolhas. É, eu li a Bíblia, mais de uma vez inclusive, e é justamente por isso que não posso aceitar argumentos religiosos para criticar e criminalizar muitas coisas – neste caso, o aborto.

Isso posto, acredito que posso passar para aspectos práticos enquanto algum possível moralista defensor de Leis Cristãs para condenar fica pensando com seus botões se ele mesmo não está precisando cuidar do seu próprio quintal ao invés de jogar pedra no quintal alheio.

O aborto é uma realidade, acontece o tempo todo, legalizado ou não. E, embora legalizado no Brasil em alguns casos, não é uma informação que chega a todos. Assistindo ao documentário fiquei estarrecida com a atitude de um escrivão que, consultado pela mãe de uma jovem de 13 anos grávida de um estupro, apressou-se em dizer que aborto é crime. Um trator seria mais delicado que tal indivíduo.

É preciso lembrar que a legalização do aborto não é a imposição do aborto. Os abortamentos induzidos também não vão aumentar com a legalização. Num primeiro momento os números podem assustar e parecerem maiores, mas é tão somente porque não será mais preciso esconder.

Quando uma mulher deseja interromper a gravidez ela o faz independente de Leis. E deve ter o direito assegurado de escolher sobre seu próprio corpo, sem julgamentos de outrem. A mãe da jovem no documentário diz que sempre havia sido contra o aborto, porém vivendo a situação se conscientiza de que só quem está passando por isto é que consegue entender a dimensão do sofrimento, da dor, da dúvida, do medo.

E é como escreveu Túlio Vianna no post Aborto, em defesa de qual vida?: são as mulheres pobres que sofrem com a criminalização. As mulheres ricas podem custear clínicas clandestinas, com toda higiene e segurança possível. São as mulheres pobres que usam de métodos alternativos com grandes riscos. O documentário apresenta os números, deixo-os para que você veja por si.

Quando nossos políticos querem decretar alguma lei polêmica, tal como a Antifumo, é comum alegar que “nos países desenvolvidos é assim”. Bem, nos países desenvolvidos o aborto é legalizado, por quê não copiamos esta lei também? A legalização vai apenas garantir que se cumpra o que já é determinado na Constituição Brasileira: a saúde é para todos, sem exceções.

Assista o documentário e me conte o que achou. Ainda que você seja contra o aborto, pelo menos conseguiu ver a situação com outros olhos, quem sabe se sensibilizar com o problema ao invés de criticar estas mulheres?

Ao questionamento se a descriminalização resolve, um médico no documentário responde com outra pergunta: a criminalização resolve?

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Perguntar não ofende.

Por Lis Comunello ● 31/10/2009

As pessoas podem vestir e fazer o que quiserem, mas não podem pensar o que quiserem?

#justasking

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